SP pagará R$ 1 mil por ano a alunos do ensino médio para mantê-los na escola; inscrições vão até 10 de setembro

O governo de São Paulo abriu nesta segunda-feira (30) as inscrições para o programa de bolsa de estudos destinado a alunos em extrema vulnerabilidade social. Elas serão encerradas no dia 10 de setembro.

Anunciado no dia 19 de agosto, a gestão estadual oferecerá um auxílio no valor total de R$ 1 mil para conter a evasão escolar.

As inscrições devem ser feitas pelo site https://www.bolsadopovo.sp.gov.br/.

Serão beneficiados 300 mil alunos da rede estadual. O valor será dividido em parcelas mensais.

O programa faz parte do Bolsa do Povo Educação, criado pelo governo de São Paulo para auxiliar as famílias a superarem os desafios educacionais e financeiros provocados pela Covid.

No total, o Governo de SP vai investir R$ 400 milhões no programa, com aportes de R$ 100 milhões ainda em 2021 e de R$ 300 milhões no ano letivo de 2022.

Por meio do novo benefício, o Governo de SP pretende manter os jovens do ensino médio na escola, estimulando a participação nas atividades e, consequentemente, melhorando a aprendizagem.

Os pagamentos serão feitos proporcionalmente ao ano letivo e estão condicionados à frequência escolar mínima de 80%, à dedicação de 2 a 3 horas de estudos pelo aplicativo Centro de Mídias SP (CMSP) e à participação nas avaliações de aprendizagem. Os estudantes da 3ª série do ensino médio devem ainda realizar atividades preparatórias para o ENEM.

Poderão se inscrever todos os alunos regularmente matriculados no ensino médio e na nona série do ensino fundamental da rede estadual, inscritos no Cadastro Único – CadÚnico.

Dados da Secretaria de Educação indicam que há 3,5 milhões de estudantes matriculados na rede estadual de ensino, com cerca de 770 mil em situação de pobreza ou extrema pobreza. Destes, 1,2 mil estão no ensino médio, sendo 267 mil em vulnerabilidade.

Bolsa do Povo Educação

O governo de São Paulo anunciou em julho o programa de transferência de renda “Bolsa do Povo Educacão”, com o objetivo de garantir o vínculo das famílias com as escolas e dos estudantes com o ambiente escolar.

Outra frente de ação, além da bolsa para os alunos, é a contratação de 20 mil familiares de estudantes para trabalhar nas escolas do estado.

Eles apoiarão as escolas, principalmente no acompanhamento dos protocolos sanitários por conta da Covid, garantindo o retorno presencial seguro para estudantes e funcionários.

Os beneficiários do programa devem cumprir uma jornada de quatro horas diárias e receberão R$ 500 por mês, de agosto a dezembro de 2021.

As principais atividades realizadas por eles são a busca ativa e o acolhimento de alunos, o apoio à educação especial, além do apoio geral à escola.

G1