O que esperar de 2021?

Por Luiz Carlos Motta*

Todo início de ano traz esperanças para os trabalhadores. Em 2021, a expectativa é ainda maior devido à urgente necessidade de reposição das vagas perdidas durante a pandemia e que já ultrapassam a casa dos 14 milhões de brasileiros desempregados.

A retomada da economia é a grande esperança para todos, seja com investimentos públicos ou privados. Outro estímulo para fazer a roda girar, gerar emprego e renda é por meio de alternativas como o auxílio emergencial, que se não tiver continuidade, certamente ampliará o desemprego e o número de pessoas que passam fome.

Outra alternativa certamente é a facilitação do acesso aos financiamentos para micro, pequenos e médios empresários para fazer frente à queda das vendas e aos pagamentos de seus compromissos como salários e custos fixos. Em muitos casos são negócios tocados pela própria família, que não consegue sozinha superar a crise gerada pelo cenário atual. 

Vacinação e retomada                

A retomada está relacionada com a vacinação e a imunização da população brasileira. Junto, virá a confiança dos empreendedores e a escalada de uma nova fase de geração de emprego e renda. É necessário, no entanto, que prefeitos, governadores e o governo federal estejam atentos para a implantação de programas de capacitação dos trabalhadores para atender às novas demandas.

Quanto mais rápido conseguirmos a imunização, mais rapidamente sairemos dessa inércia. Enquanto esse dia não chega é preciso seguir todos os protocolos de biossegurança pela valorização da vida. Lamentavelmente muitos comerciantes e empresários deixam de oferecer os equipamentos de segurança para seus funcionários, contribuindo para aumentar o número de infectados. E quando o governo adota a fase vermelha são os primeiros a reclamar e a ameaçar com desemprego. Um contrassenso!

Comerciários e vacinação

Continuo mobilizando forças junto à Câmara dos Deputados em Brasília para a aprovação do Projeto de Lei nº 5480/20, de minha autoria. O PL altera a Lei 13.979/20, que prevê medidas para enfrentar a COVID-19, e inclui os comerciários como prioridade na campanha nacional de imunização contra a doença.

Os comerciários, cerca de 12 milhões em todo o país, estão na linha de frente com o público e têm contato direto com mercadorias, embalagens, cartões e dinheiro. Estão, portanto, mais vulneráveis à contaminação. A vacinação e a consequente imunização protegem a vida e saúde dos trabalhadores e, também, contribui para impedir a proliferação do novo coronavírus.

O que esperar de 2021? Só teremos um ano melhor se conseguirmos a retomada da economia com a valorização da vida.

*Luiz Carlos Motta é Presidente da Fecomerciários, Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) e Deputado Federal (PL/SP)

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