Motta e Chiquinho defendem revisão da reforma trabalhista

Dirigentes são candidatos a deputado federal

Uma articulada mesa de debates reuniu os candidatos a deputado federal ugetistas Luiz Carlos Motta e Chiquinho dos Padeiros. O deputado estadual, candidato à reeleição, Davi Zaia, participaria do debate, mas em função de agenda na Capital paulista, antecipou sua participação no evento (ver matéria de abertura). Motta e Chiquinho fizeram suas explanações em 20 minutos cada. Na sequência, os candidatos responderam a perguntas acerca das suas plataformas eleitorais principalmente em relação ao sindicalismo. A seguir, um resumo de cada pronunciamento.

Motta: “O sindicalismo vive uma realidade nova a partir da vigência da reforma trabalhista. A Lei 13.467 mexeu com a estrutura das entidades e da defesa de direitos. Por isso, o voto consciente nas eleições de outubro deve ser exercido. Quero trabalhar para que esta reforma seja reavaliada. O uso da imprensa sindical deve ser valorizado, sua tiragem expressiva se contrapõe à ofensiva da grande imprensa contra o sindicalismo. Invistam na comunicação sindical. Os ataques ao movimento sindical são articulados com o Congresso Nacional, onde dos 513 deputados federais nós temos no máximo 40 que defendem os trabalhadores. Daí, a necessidade de renovação nas eleições de 7 de outubro. Dizem que os cerca de 11 mil sindicatos de trabalhadores são inoperantes. Porém, em uma década eles fecharam 56 mil convenções coletivas. O enfrentamento a todos esses ataques ao sindicalismo passam pela efetiva sindicalização da categoria e eleger nossos legítimos representantes em outubro. A UGT-SP, da qual tenho a honra de ser presidente licenciado, contribui muito para cumprimos este objetivo”.

Chiquinho: “Sou presidente licenciado do Sindicato dos Padeiros. Falo uma coisa para vocês: os deputados federais e senadores que tiverem que cortar direitos, cortam, como vimos na reforma trabalhista. Os dirigentes sindicais devem se envolver sim com política. Alguns dos nossos pensam o contrário. Esta posição chega da dar dó! Atentem-se: quem vota contra a gente não merece ser reeleito. Por que, como eu disse, se eles tiver que cortar mais direitos, vão cortar. Cuidado com a reforma da previdência. Há trabalho escravo na capital de São Paulo! Temos que trabalhar muito para o trabalhador ser respeitado. O Congresso Nacional a ser eleito neste ano tem de ser mais honesto com o povo. Eu desejo e trabalho para isso. Este Congresso e o governo mentem descaradamente para o povo. Diz que a reforma trabalhista é a modernização das relações capital e trabalho, mas é um retrocesso. Quando entrou em vigência, em novembro de 2017, havia no Brasil 11 milhões de desempregados. Com a nova legislação trabalhista saltou para 14 milhões. Isso é modernização? Não! Eles, que fazem isso com a gente, têm nome. É o presidente da República, os senadores, os deputados federais e os ministros. Repito: trabalhador tem de ser respeitado. O voto certo é o início desta conquista. Concordo com o Motta que é preciso que a nova legislatura reveja a reforma trabalhista”.

Fonte: www.ugt-sp.org.br

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